quinta-feira, abril 29, 2004

E a saga dos Festivais de Verão continua...



E o cartaz de mais um Festival de Verão está revelado... Chama-se República Independente e as tendências dançáveis serão a vedeta por lá! A acontecer no próximo dia 17 de Julho no parque Krazy World (Albufeira-Algarve), este festival irá reunir nomes importantes da dance scene internacional. Por lá irão passar os Chemical Brothers (que estarão também em Vilar de Mouros), Andy Smith (Dj dos Portishead), Leeroy Thornhill (ex-Prodigy), Felix da Housecat e 4 Hero. Por lá passarão também os portugueses DJ Vibe e Rui Vargas.

sexta-feira, abril 23, 2004

Festivais de Verão



Eles vêm aí! Este ano os cartazes dos nossos Festivais de Verão prometem. Estão mais fortes do que nunca e vão provocar um verdadeiro colapso financeiro nos nossos bolsos. O roteiro deste ano é mais extenso, com duas novidades: o Rock in Rio e um Super Bock Super Rock em novos moldes.

O Rock in Rio propõe a celebração de uma festa durante 6 dias e dividida por várias áreas. O Festival arranca no dia 28 de Maio e prolonga-se até ao dia 6 de Junho. As bandas são mais que muitas e prometem horas e horas de música. A abertura ficará a cargo de Paul McCartney (dia 28 às 22h), sendo este o único concerto assegurado para o primeiro dia do Palco Mundo. Por este palco irão passar no dia 29 de Maio: Rui Veloso (18h), Gilberto Gil (19:40), Jet (21:20), Ben Harper and the Innocent Criminals (23h) e Peter Gabriel (1h). No dia seguinte (30 de Maio), o Palco Mundo é pisado pelos 'tugas Xutos&Pontapés (18h), Charlie Brown Jr. (19:40), Kings of Leon (21:20), Evanescence (23h) e Foo Fighters (1h). No dia 4 de Junho (o dia mais rock de um Rock in Rio com pouco Rock), passam pelo Palco Mundo os Moonspell (18h), Sepultura (19:40), Slipknot (21:20), Incubus (23h) e Metallica (1h). O dia 5 de Junho aposta mais na música 'da moda'. Assim, marcam presença neste dia o português João Pedro Pais (18h), Sugababes (21:20), Black Eyed Peas (23h) e Britney Spears (1h).
O último dia conta com a presenças de Luís Represas (18h), Ivete Sangalo (19:40), Alejandro Sanz (21:20), Alicia Keys (23h) e encerra com Sting (1h).
O Rock in Rio conta também com um Palco Raízes, onde a World Music se fará ouvir. Para os adeptos das sonoridades mais dançáveis existe a Tenda Electrónica, por onde irão passar, entre muitos outros, Jeff Mills, Jim Masters, DJ Kitten, Carl Cox e Vibe.
Os bilhetes estão à venda, a 53€ por dia.

Já o Super Bock Super Rock promete dar vida ao Parque da Nações de 9 a 11 de Junho. Por lá irão passar Godsmack, Korn e Muse (dia 9 de Junho), A. Lavigne, Nelly Furtado e N.E.R.D. (dia 10 de Junho) e Hundred Reasons, Pixies, Fatboy Slim, Massive Attack e Lenny Kravitz.
Os bilhetes são bem mais baratos: 38€ por dia ou 75€ para os três). O Festival conta também com uma área de campismo gratuito.

Para os restantes festivais de Verão (os 'tradicionais') ainda pouco se sabe. Confirmadas estão já 3 presenças para o Vilar de Mouros: Bob Dylan, Chemical Brothers e The Cure. Para o Sudoeste foi hoje adiantada a actuação dos Franz Ferdinand.

Resta esperar que o Verão chegue. Até lá, temos as Queimas das Fitas, em especial a da Invicta!

Uma remodelação está para breve



Fica aqui a informação aos leitores deste blog (será que os há?!) que em breve este espaço (se tudo correr bem...) vai ser remodelado. Será um espaço mais actualizado (não me parece ser difícil! lol) e com um aspecto mais 'clean'...
Prometo ser breve!

quinta-feira, janeiro 29, 2004

Porto – ou um a cidade à beira da paragem cardíaca



Andar no Porto é uma aventura. O solo da cidade assemelha-se à superfície da lua. Os portuenses ficam com a cabeça a andar à roda com o trânsito. A conjugação de várias obras fez da circulação na cidade uma missão quase impossível.

A chuva cobre a cidade com um tom acizentado, com um manto que nos dificulta a visão. Estamos no ponto central do Porto, os Aliados. Poucos minutos faltam para as seis da tarde. A cidade vive a hora de ponta, agravada com a chuva – que aumenta sempre o trânsito na cidade.
As paragens de autocarro estão cheias de pessoas que regressam a casa. À sua espera, estão longos minutos passados num espaço fechado, a abarrotar de pessoas. Uma senhora aparentando os 70 anos queixa-se do tempo que passa nos autocarros. “Moro já ali, na Constituição, e demoro uma hora a chegar a casa sempre que chove! Todas as pessoas trazem o carro para o centro quando saem de casa com chuva… E depois é isto!” Quando lhe perguntamos que medidas deviam ser tomadas para diminuir estes problemas, a idosa diz que não sabe muito bem, mas que “as obras do Metro e lá dos estádios só vieram dificultar as coisas! Se a Câmara se preocupasse em resolver os problemas em vez de se meter sempre em mais problemas…”
Experimentamos apanhar o 92 e seguir viagem até à Lapa. Demoramos quase 45 minutos – e note-se que apenas 3 paragens separam os Aliados da Igreja da Lapa. O autocarro estava a rebentar pelas costuras e a paciência desaparece proporcionalmente à entrada de mais pessoas no autocarro.
Experimentamos o Metro, até à estação da Casa da Música. A viagem é cómoda e rápida. As pessoas que o usam têm apenas a criticar o preço das viagens. “É exurbitante! Mas compensa no tempo que poupo…” Diz João Guedes, que trabalha numa loja da baixa.
Saímos na Casa da Música – um dos alvos de forte contestação da cidade – e percorremos toda a extensão da Via de Cintura Interna, um dos pontos mais negros da circulação rodoviária da cidade. Entramos na VCI a meio da Avenida da Boavista, ainda com muito trânsito, apesar de serem já 19:15. Seguimos no sentido Freixo-Arrábida. A Ponte da Arrábida encontra-se invariavelmente congestionada. Um acidente entre um veículo pesado e um ligeiro cortou uma das faixas de rodagem e os condutores – portugueses, um povo tipicamente dado à curiosidade – param para ver o que aconteceu, quase cortando a outra via.
Já do lado de Gaia, os acessos ao Centro Comercial encontram-se congestionados, sendo muitas as buzinadelas que ecoam no ar.
Circulamos agora no sentido Arrábida-Freixo. Dado o adiantado da hora (20:15), a viagem é rápida. Em pouco mais de 20 minutos chegamos à ponte do Freixo.
À noite, fizemos uma incursão pela Baixa, verificando o estado das ruas. Muitos são os pontos negros que se descobrem. Da Avenida dos Aliados até ao Palácio de Cristal, o piso das ruas está visivelmente danificado, graças às obras do túnel que vai unir a Rua de Ceuta ao Viriato. A zona da Cordoaria é outro dos pontos críticos, sendo que as obras do parque de estacionamento deixaram um dos lados do Hospital de Santo António com uma paisagem de lixeira.
Muitos são so problemas com que sta cidade sofre. E é verdade que pocas são as soluções que nos vêm à cabeça. Mas é imperativo encontrar soluções para estes problemas. O trânsito começa a ser uma fonte se demasiadas dores e cabeça para os portuenses!
(exame de Imprensa)

Quem quer um grande apresentador?



Durante muito tempo a grande paixão de Jorge Gabriel foi a rádio. Começou em 1984, aos 16 anos no «Musicomania», um programa da Antena 1 destinado aos jovens. Passou pela Comercial - «um grande templo da rádio, onde estavam os nossos ídolos e a nossa música» -, pela Renascença e pela Antena 1.
Ele foi o descontraído apresentador do programa semanal Roda dos Milhões, em directo, na SIC. Passou ainda pela apresentação do Big Show Sic e pelo reality show de Carnachide O Bar da TV.
Hoje em dia encontra-se a trabalhar na RTP. Já apresentou o concurso Preço Certo em Euros, apresentando agora o progama da manhã Praça da Alegria e o concurso Quem quer ser milionário?.

Jorge Gabriel, será que o seu bichinho da Rádio desapareceu ou está apenas escondido algures no seu interior?


Bem, desparecido não está. Como sabe, foi na rádio que dei os primeiros passos, já lá vão muitos anos. Mas desde que entrei para o mundo da televisão comecei a encontrar aqui coisas que me fascinam. São duas paixões distintas. Uma ainda hoje tenho oportunidade de viver, a outra está em stand-by. (risos)

Sei que frequentou o curso de Filosofia, mas não o chegou a acabar…

É verdade. Entrei para o 1º ano do curso de Filosofia da Católica, em Lisboa, no mesmo ano em que comecei a trabalhar na SIC. Infelizemente, o tempo não chegava para as duas coisas e optei pela televisão. Mas ainda hoje não desisti do curso! Gostava de ser professor do ensino secundário quando deixar o mundo da tv.

Hoje em dia encontra-se a apresentar um dos programas de maior audiência em Portugal, o Quem quer ser Milionário. Como está a ser a experiência?

Fiquei surpreendido quando a direcção de programas e a Endemol me lançaram o convite. Desde que entrei para a RTP, passei pela apresentação de vários programas. E isso é muito importante a nível de realização profissional e pessoal. Apresentei várias galas, tive um lugar de destaque em vários momentos importantes da estação. Mas fiquei surpreendido com o convite para o Quem quer ser milionário

Quais são os seus planos a curto prazo?

Bem, vou continuar a gravar o Quem quer ser milionário e a fazer a Praça da Alegria, em directo. Mas logo que possa, tenciono fazer umas férias que me afastem da correria do meu dia-a-dia. Quero passar algum tempo com a minha família.

sexta-feira, janeiro 23, 2004

Experimentem este jogo! Joguem baseball com um pinguim!
http://1337-face.dk/pingvin.htm
(É um dos meus animais preferidos! É óbvio que não é violento!)
(Post do http://www.tasqueira.blogspot.com/)

Nonsense



Era uma vez uma bola de cotão que vivia numa esquina dum rodapé duma esquina duma casa duma esquina dum condominio fechado (porque hoje em dia não se sabe quem anda aí, tanta gente que pode fazer mal aos nossos filhos, qualquer dia querem pôr ciganos a andar na escola, ou então qualquer dia querem-me violar o rapaz, com tanta pedofilia que anda aí, depois o rapaz ainda me fica amaricado, eu bem tento acertar-lhe o passo com umas de cinto, bem acertadinhas, ele bem berra, mas eu é para o bem dele que o faço, o meu pai fazia-me o mesmo, e quando ele berra mais eu ponho-lhe uma mão dentro da panela da sopa, naquela altura que começa a ferver, que assim é que ele vê o que é doer, agora virem cá homens enr*b*r-me o miudo e ainda por cima pagar-lhe, devem achar que ele é alguma p*t*, não? Era agora o que faltava, estar a esfolar-me a trabalhar para criar uma p*t* rota...)
Um belo dia essa bola de cotão foi aspirada, por um aspirador cinzento, pequenino, daqueles de mudar o saco, e mudaram o saco ao aspirador e deitaram-no ao lixo e nunca mais ninguêm viu a bola de cotão.

quinta-feira, janeiro 22, 2004

(Pré-Teste de Imprensa)

Sem-abrigo – ou uma vida de abandono e solidão



São 0,30 da manhã. Enrolada num cobertor, uma mulher dorme sobre o cimento do passeio, abrigada apenas pelo muro que ladeia o quarteirão. Quando ouve a porta de uma carrinha abrir-se, desperta com movimentos lentos. O som já lhe é familiar. É a equipa da Legião da Boa Vontade (LBV) que chega com sopa, leite e pão. Provavelmente a única refeição quente que tomou ao longo do dia.

O cabelo está molhado. A face, inchada, adquiriu a tez arroxeada característica das queimaduras provocadas pelo frio. Quase sem proferir palavra, a dona Ana aceita de bom grado a sopa que lhe é oferecida e come-a com a mesma paciência que utilizou para se levantar. Quando acaba, pede um cobertor e enrola-se uma vez mais de encontro ao cimento frio.
De nada tem valido a insistência da equipa da LBV em convencê-la a procurar um abrigo mais resguardado ou a dirigir-se aos albergues nocturnos. Mesmo a família, que a procura muitas vezes, não consegue demovê-la do destino que escolheu. É ali que a dona Ana se "sente bem”.
Ali perto, num parque de estacionamento próximo da zona do Marquês, concentram-se mais seis sem abrigo. Um deles, com um longo e sujo cabelo e barbas amareladas pelo tabaco, afirma que já procurou ajuda na AMI, mas lá “não fazem tosquias”. Diz ter sido mal-tratado e que, por isso, não volta a por lá os pés.
Um nevoeiro espesso começa a abater-se sobre a cidade e o frio é cada vez mais intenso. A próxima paragem é na Trindade, uma conhecida zona de prostituição na baixa do Porto. É por ali que dormem o Carlos, na casa dos trinta e a dona Odete, octogenária.
Carlos, que à noite se transforma em Carla e se prostitui nas imediações, decidiu "adoptar" a velha senhora de ar frágil e fazer dela a sua protegida. Há oito anos, quando a conheceu na rua, a dona Odete esta estava em risco de vida. "Estava podre. Tinha um ovário em decomposição e um quisto na bexiga", explica Carlos. Não fosse a sua persistência junto dos médicos do Santo António para a colocar à frente de uma longa lista de espera e a dona Odete teria concerteza morrido.
Muitos dos sem abrigo da cidade vão-se valendo dos Albergues Nocturnos do Porto, último refúgio para quem não consegue habituar-se aos rigores de uma caixa de cartão ou de um patamar de entrada de um prédio. Um sítio onde é possível tomar um banho quente, comer uma refeição, trocar de roupa e dormir num colchão.
"É mais fácil chegar-se a uma situação destas do que à partida se possa pensar", afirma a socióloga e técnica de inserção da Associação dos Albergues Nocturnos do Porto - uma instituição não governamental sem fins lucrativos. As pessoas chegam a esta situação, na sua grande maioria por problemas familiares - nomeadamente o divórcio -, aos quais costumam estar associados o consumo excessivo ou a dependência de drogas e álcool. “O Rui Rio está empenada na resolução deste grave problema social, mas os apoios são escassos”. A socióloga Ana Machado adianta ainda que nem o próprio presidente pode fazer mais na ajuda aos sem-abrigo. “Cabe ao Governo fornecer dinheiro às associações e organizações não-governamentais, que fazem aquilo que o próprio Governo deveria fazer! Mas a maior preocupação é o Euro 2004 e os seus estádios!”
(Pré-Teste de Imprensa)

“Para os políticos somos apenas números!” – diz um desempregado que vive em plena miséria no Porto



José Almeida é um chefe de uma numerosa família portuense. Vive nas Fontainhas, um local onde as condições habitacionais são precárias e a pobreza é uma companheira do dia-a-dia. Em conversa, descobrimos como o drama do desemprego está a afectar a vida dos portugueses. Nesta altura, os casos humanos são bem mais importantes do que os números.

José Almeida, quantos filhos tem?

Bem… Tenho 9 filhos a viver comigo agora. Mais outros 3 da minha ex-mulher, que vivem com ela.

Então em sua casa vivem 11 pessoas, certo?
Não! Além dos meus filhos e da minha mulher, vive ainda lá em casa a minha sogra.

Só por curiosidade, quantas divisões tem a sua casa?
Tem 2 quartos, a cozinha, uma casa de banho e a sala. Claro que o espaço não chega para todos, como pode imaginar! Eu e a minha mulher dormimos num quarto, mais os nossos 2 filhos mais novos. No outro quarto dorme a minha sogra e os meus 3 filhos mais velhos. Os outros 4 dormem na sala, às vezes no chão!

Segundo sei, está desempregado desde Novembro… não é?

Sim, a fábrica onde eu trabalhava fechou em Outubro. Parece que os trabalhadores portugueses dão prejuízo às multinacionais! A minha preferiu mudar-se lá para a Ucrânia… Como eu, ficaram mais de 70 pessoas que já lá trabalhavam há 8 anos e meio… Ando à procura de outro emprego desde o dia em que fui despedido, mas ainda não encontrei nada! O Governo diz que os ucranianos não vêm tirar trabalho aos portugueses, mas aquilo que se passa não é bem isso… Eu quero trabalhar e não encontro nada!

Como consegue viver sem ordenado? Quais são os rendimentos da sua família?
Neste momento, vivemos com muito pouco dinheiro! A minha mulher é empregada de limpeza no Hospital de Santo António… ganha o salário mínimo. A minha sogra tem uma reforma de trinta e tal contos. E a minha filha mais velha já trabalha na padaria lá da zona. Eu tou com um subsídio de desemprego de 60 contos. No total, nem aos 20 contos por pessoa chega! E claro que temos as contas todas para pagar!

Conhece muitas pessoas no mesmo estado que o seu?

Conheço! Lá no bairro em quase todas as famílias há desempregados. As pessoas têm que viver quase sem dinheiro! E os preços não param de subir… Não sei o que vai ser da minha vida daqui a alguns meses se não arranjar trabalho! Queria apenas que os políticos vivessem uns meses… não, até bastava um mês, com este dinheiro! De certo, falariam de forma diferente quando falam de desemprego! As pessoas para eles são números… Prometem muito para lá chegar e quando lá chegam nada fazem! São todos iguais…

José, que planos tem para os próximos tempos?

Se não conseguir arranjar emprego nos próximos 2 ou 3 meses, acho que vou trabalhar para o estrangeiro. Não tenho dinheiro suficiente para me mudar com a família toda, por isso vou sou. Trabalho uns anitos e depois volto, quando as coisas estiverem melhor por cá!

terça-feira, janeiro 20, 2004

(trabalho de Imprensa)

O outro lado da Arte



Criada em 1989 e situada no coração do Porto, a Fundação de Serralves está inserida numa quinta de rara beleza, na qual se integram um edifício da década de 30 e um Museu de Arte Contemporânea, instalado num parque de 18 hectares. No seu conjunto, a Casa de Serralves, o Museu e o Parque constituem o núcleo patrimonial da Fundação. Do conselho de fundadores fazem parte entidades como o Estado Português, várias instituições bancárias e de seguros, a Câmara do Porto, as Universidades do Porto e do Minho, a Associação Comercial do Porto, a Lusomundo, a STCP, a Vodafone e a TMN, entre muitas outras.
A Casa de Serralves, para além de ser a sede da Fundação, constitui uma extensão importante do Museu de Arte Contemporânea, reservada à apresentação de exposições temporárias. Originariamente concebida como residência particular, a Casa – exemplar da Arte Deco – e o Parque foram mandados construir pelo Conde de Vizela, Carlos Alberto Cabral. Antes da construção do Museu era aqui que as exposições poderiam ser vistas. O Parque foi planeado e constrído nos alvores do modernismo da arquitectura paisagista. As suas caractrísticas históricas e artísticas, a sua dimensão e diversidade paisagística, assim como o seu excelente estado de conservação, contribuem para fazer deste lugar um importante foco de promoção da qualidade ambiental da cidade do Porto.
Considerando o seu relevante interesse arquitectónico, o património de Serralves foi classicado em 1996 como “Imóvel de Interesse Público”.
Os objectivos promordiais do Museu – projectado por Siza Vieira - são os de constituir uma colecção de arte contemporânea, apresentar um programa de exposições temporárias, colectivas e individuais, organizar programas educativos que proporcionem uma relação mais estreita com a comunidade local e aumentem o interesse público pela arte contemporânea, reforçando-se assim a relação entre a arte e a natureza que as condições naturais do Parque de Serralves proporcionam.
O espaço da Fundação é um espaço mutável, diferente em cada visita que fazemos. Tanto nas obras que se encontram expostas, como nas características do Parque e mesmo do próprio Museu. O Museu de Arte Contemporânea não é um simples museu. É um espaço diferente, onde a arte se funde com a natureza numa simbiose perfeita. O Parque conta com várias esculturas da colecção da fundação e outras que se encontram a título temporário.
A Fundação de Serralves é um espaço que merece a nossa atenção. É um espaço onde nos devemos perder, um local onde devemos perder algum tempo, um local que apela à descoberta. A visita de todo o espaço de Serralves deve ser feita sem pressas. Um local de refúgio bem no coração da cidade Invicta. A não perder!

segunda-feira, janeiro 12, 2004

E hoje este blog sofre uma alteração...
Com um nome novo, mas com a mesma vontatade com que o criei!
O nome não mudou por uma razão em particular, mas achei por bem mudar!
As críticas focavam o nome do blog como defeito e "água mole em pedra dura..."
Enfim!
É uma nova cria que nasce, igual a si mesma (como não poderia deixar de ser!).
Espero que gostem!
Bem-haja!

quinta-feira, janeiro 08, 2004

(trabalho de Imprensa)

Bem-vindo sejas, 2004!



E como uma nova folha de um livro já nosso conhecido, assisti à chegada do novo ano sem nenhuma expectativa. Posso mesmo dizer que recebi 2004 com apatia, como se a noite de 31 de Dezembro para 1 de Janeiro mais não fosse do que uma vulgar passagem… para um novo dia. Um ano é apenas uma baliza temporal, convencionada pelos homens, de modo a lhes permitir ter uma sensação de controlo do avanço desenfreado dos relógios, do avanço implacável do tempo.
Surge um ano novo, um ano que é antecedido de um 2003 escuro, frio, negro para a Humanidade. É certo que já houve anos bem mais negativos na História, mas 2003 fica marcado pela tirania, pelo desejo de um só país – que se auto-afirma o melhor, o imbatível, o intocável, o protegido por Deus – dominar o resto desta massa rochosa que habitamos.
Dadas estas circunstâncias, seria de esperar uma grande recepção ao novo ano, festejando com alegria a sua chegada… Mas não foi isso que aconteceu. E não fui o único ser humano a sentir isto. Aqueles que assistiram à passagem de ano através da “caixinha mágica” viveram um momento falso, pré-fabricado, gravado com antecedência. As televisões lutam entre si para fazer o melhor programa de passagem de ano. E não o fazem por um sentido de serviço público, mas sim de lucro.
Algo semelhante aconteceu nas ruas. Na sala de festas por excelência da Invicta – os Aliados – o “Reveillon” foi dado por encerrado por um implacável Rio. Se é verdade que os rios não têm ondas, cada vez mais me convenço que há Rio(s) que jamais irão deixar de as provocar, orgulhosos por tamanha proeza… Não vá o povo ficar cheio das cheias provocadas pelo Rio, fazendo com que a sua paciência transbordada e a esperança está em leito seco se transforme numa barragem que cesse o seu livre caminho.
E as badaladas discotecas que agitam o espírito nocturno dos portuenses aproveitam uma altura em que o cordão da bolsa anda um pouco mais solto para obterem um lucro só possível nestas alturas. Por 25€ temos uma noite – dizem eles – inesquecível, com muitas alegrias e surpresas ao longo da noite. Mas desenganem-se os que julgam que isto é mentira! Efectivamente, várias são as alegrias que temos. Nomeadamente, sempre que os nossos ouvidos se refazem da tortura exercida pelas violentas músicas latinas que ecoam entre aquelas paredes. E surpresas também temos. Um vasto leque delas! O ‘bar aberto’ anunciado transforma-se numa despesa encoberta, fazendo-nos ficar bastante surpresos ao acordar, quando abrimos a carteira. Depois, chegamos ao carro e reparamos que alguém mais generoso fez o acto caridoso de nos congratular com um risco de uma ponta à outra.
Devemos agradecer aos donos destes espaços nocturnos, pois foram uns queridos ao dar-nos tanto divertimento!
Só me resta dizer uma coisa:

Bem-vindo sejas, 2004!


quarta-feira, dezembro 17, 2003

(entrevista de Online)

Fim do Curso... E agora?
(reportagem de Imprensa)

Para que serve o Natal?



Manuel diz ter 47 anos, mas a sua aparência faz-nos pensar que já passou há muito a barreira dos 60. Os seus dias são passados pela baixa do Porto, num suceder de dias que diz interminável. Olha para as pessoas que passam por ele - e fingem não o ver - com tristeza. O tecto que o resgurda da noite agreste da Invicta é a entrada do Hospital Santo António, no Largo Professor Abel Salazar.
Olha para os sacos de presentes das pessoas que por ele passam e os seus olhos ficam humedecidos. Diz que o Natal já nada lhe diz, mas o seu olhar desmente tudo isto. Falamos sobre o seu passado, sobre os motivos que o levaram a fazer da rua o seu lar. Diz-nos que a vida não lhe correu como estava à espera, que a vida lhe pregou uma partida. Relembra com tristeza o início daquilo que diz ter sido o início do seu fim. Aos 27 anos a cocaína foi mais forte do que o amor pela sua família. Deixou o trabalho, vivia do roubo para comprar a “dose” de que dependia. Um dia viu a sua filha de 9 anos e a sua esposa a porem-no fora de casa, porque já não aguentavam mais esta situação. Aos 29 anos via-se obrigado a recorrer ao apoio dos pais, que também “lhe viraram as costas”, dois anos depois.
Há quase 17 anos que Manuel vive apenas do apoio dos outros. Não se queixa da vida,pois diz que só ele é o responsável pela situação em que se encontra. Quando lhe perguntamos se ainda tem esperança no futuro, Manuel dirige-nos um olhar de um vazio tremendo:
-Qual futuro?!
É a esta a realidade de um número cada vez maior de pessoas no nosso país. A pobreza no mundo é cada vez maior e não existem formas de se alterar esta situação.
Numa época em que se olha mais para o sociedade em que vivemos, em que valores nobres como a solidariedade são tema de debate e de preocupação públicas, urge esclarecer que “o dia-a-dia destas pessoas é assim todo o ano, e não apenas durante o mês de Dezembro, em “que fica bem estar preocupado com os outros”. Assim diz um voluntário de uma Associação que presta apoio aos Sem-abrigo do Porto, que prefere manter-se no anonimato. Relembra o papel fundamental destas associações, do apoio que a própria autarquia dá. Fala-nos da Viatura de Apoio Móvel do Porto (VAMP) e da ajuda que esta dá aos mais desfavorecidos, àqueles que vivem nas ruas.
“No Natal as pessoas fazem de conta que se preocupam – sim, porque mesmo assim poucos são aqueles que verdadeiramente se preocupam. Custa-me muito a hipocrisia das pessoas...”
E é assim que os mais pobres vivem o Natal: com indiferença. Para eles o Natal nunca é “quando um homem quiser!” Vivem um suceder de dias, e não uma vida propriamente dita. Entre uma esmola e um olhar de maior compaixão que lhes é dirigido, pensam para que serve o Natal. Foi esta a pregunta com que Manuel nos deixou... E para que servirá, de facto, se estas situações nos rodeiam e nada podemos fazer para que mudem?
Às vezes um sorriso no rosto envelhecido pela dureza da vida vale mais do que mil presentes. Afinal, todos nós somos seres humanos e é isto que no Natal se celebra, ou não?”

Sites a vistar:
Casa da Rua - Santa Casa da Mesericórdia do Porto

Artigo relacionado (de outros autores):
http://www.a-pagina-da-educacao.pt/arquivo/Artigo.asp?ID=638

quinta-feira, dezembro 04, 2003

(reportagem de Imprensa)

Comércio Tradicional sofre com a crise este Natal



Por esta altura, as ruas são decoradas com motivos natalícios e as pessoas percorrem as lojas em busca do presente ideal para aquela determinada pessoa. Fala-se em crise económica, na falta de dinheiro dos portugueses e em como o comércio tradicional sofre com este momento menos bom da economia nacional. Numa época em que as pessoas têm tendência a gastar um pouco mais, fomos ver como estão as compras de Natal dos portuenses.
Em Cedofeita, uma zona comercial por excelência da cidade Invicta, os comerciantes não estão muito confiantes em relação ao negócio nesta época do ano. Fala-se do pouco dinheiro disponível, da necessidade de “se apertar o cinto”, como afirma uma senhora de 61 anos que olha para o cintilar das luzes de uma montra. Afirma que ainda não comprou nenhuma prenda, e que só esta a pensar dar umas pequenas lembranças aos netos. Queixa-se da baixa reforma que recebe, que lhe permite aceder a pouco mais do que os bens de primeira necessidade (com uma grande percentagem do rendimento destinado aos medicamentos).
Mas há também quem afirme que não nota qualquer diferença no seu poder de compra, como é o caso de Alexandre Oliveira, que afirma também já ter comprado a maioria dos presentes. Há também entre as pessoas que circulam por esta rua quem sinta a crise no bolso, mas que continue a fazer as suas compras de Natal como fazia “quando tinha mais algum para gastar”. É este o caso de pessoas como Manuela Silva, que gasta quase todo o seu subsídio de Natal e o do marido em presentes, “porque é uma tradição que deve ser mantida”.
A maioria dos comerciantes de Cedofeita está desanimada e não prevê melhorias nos próximos tempos. Há quem descreva uma situação quase catastrófica, como Zélia Magalhães, da Sapataria Iesse, que aponta o início desta crise para 1995, com o aumento do desemprego e da enorme concorrência que os grandes centros comerciais fazem. Recorda que “antes as pessoas de Braga e de Guimarães vinham fazer as suas compras ao Porto, mas que agora têm lá os mesmos tipos de loja, por isso já cá não vêm”. Zélia Magalhães não espera uma melhoria desta crise para tão cedo. Esta é também a opinião de um dos donos do Taj Mahal, que aponta o endividamento das famílias portuguesas como o grande responsável por esta crise. Adianta que, face ao mesmo período do ano passado, as suas vendas sofreram uma quebra de 40%. Diz que “com 1000 euros de ordenado, pagando o carro, a casa e isso, as pessoas ficam tesas”. O lucro que vai retirando do comércio provém, essencialmente, do vestuário “exótico, diferente” que se pode encontrar nesta loja.
Na compra de telemóveis, o cenário é semelhante. Sónia Silva, chefe de equipa da Ensitel da Praça Carlos Alberto, diz que “as vendas este ano estão bem piores do que as do ano passado, por causa da crise”. Mas revela esperar que com o aproximar do Natal as vendas subam, já que “os portugueses deixam tudo para a última hora”. Conclui afirmando:
-Enfim! Estamos em Portugal… Anda tudo teso!
Mas há lojas que parecem não sofrer com a crise, como as de acessórios femininos, onde “as vendas vão bem, não nos podemos queixar”, diz Miriam Sousa. Também no Leão das Louças a crise ainda não é muito visível. Arnaldo Teixeira afirma que “a crise é uma coisa que só se sabe no fim, mas até ver estão bem inferiores, mas pode ser que haja uma recuperação. Não vale a pena falar muito de crise”.
Com crise ou sem crise, o certo é que a agitação nas lojas este Natal parece bem menor. As pessoas continuam a olhar as montras, a entrar nas lojas… Mas as compras, quando existem, são poucas e de baixo montante, queixa-se o comércio tradicional. Há já quem diga que até o Pai Natal terá de “apertar o cinto” neste Natal.

quinta-feira, novembro 27, 2003

Já falta menos de um mês para o Natal! E falta ainda menos para as Férias!

sexta-feira, novembro 21, 2003

Visitem o meu novo Blog! É bastante diferente deste, mas espero que gostem! Sigam o link para o Diário Imperfeito!

quinta-feira, novembro 13, 2003

(trabalho de Imprensa)

“Durão Barroso nunca será um bom primeiro-ministro”– acredita o jornalista e comentador Miguel Sousa Tavares



O romance Equador de Miguel Sousa Tavares , o seu primeiro romance, está a ser um sucesso de vendas. Já vendeu 80 mil exemplares, apesar do seu elevado preço (27€). O jornalista fala-nos do seu sucesso literário, da TVI e do estado do país.

Miguel Sousa Tavares afirma que no início duvidava se “estava à altura”, mas adianta que retirou dele “tanto prazer quanto sofrimento e tanto esforço quanto alegria”. “Equador é a história de Luís Bernardo Valença, nomeado governador-geral de S. Tomé e Príncipe pelo rei D. Carlos. Depois de ter escrito livros de reportagem, crónicas, contos e um livro infantil, Miguel Sousa Tavares afirma:

-Não sei se está ou não ao mesmo nível do meu trabalho jornalístico, mas seguramente não me envergonha.

Adianta que não sabia se algum dia iria acabar de o escrever e que a sua mulher foi a pessoa que o acompanhou ao longo da escrita. O jornalista afirma, ainda, que foram os editores “que me convenceram a escrever o Equador”. Durante a escrita deste romance Miguel Sousa Tavares suspendeu as suas crónicas “no Público, na Máxima, no Diário Digital, tudo!”, apenas manteve a sua coluna n’A Bola, “simplesmente porque era o texto que me saía com mais naturalidade e porque os portugueses gostam muito de discutir futebol e eu não sou excepção”.
As críticas têm sido positivas e o público tem recebido bem o seu primeiro romance. A prova disto mesmo é o número de exemplares vendidos: 80 mil, um número extraordinário dado o seu elevado custo: 27€ - “é mesmo um livro muito caro”. Miguel Sousa Tavares lembra ainda que se Equador vendeu este número de exemplares, “cada livro já passou por duas ou três pessoas, o que dá mias de 200 mil leitores. É muita, muita gente.”
Relativamente à análise política, o jornalista e comentador afirma:

- O essencial das minhas críticas em relação ao País não muda. É uma espécie de lodo que se agita, que às vezes muda de recipiente, mas que continua toda lá.

Considera que a qualidade da informação da TVI não difere muito da da SIC e que:

- A televisão em Portugal só mudará quando a RTP der um passo no sentido certo.

Ainda sobre a TVI, Miguel Sousa Tavares adianta que sempre teve total liberdade e que no dia em que não a tiver se vai embora. Afirma, também, que contaria a linha editorial da televisão privada em relação ao processo Casa Pia. Em relação à restante programação do canal, o jornalista não hesita em afirmar:

- A televisão não tem de ser a porcaria que é. Acho que deveríamos expatriar a Endemol, deveríamos expulsá-la de Portugal. Nenhuma outra entidade tem provocado tantos prejuízos ao País. Muito sinceramente, eu punha a Endemol daqui para fora.

Acredita que outro cenário é possível, relembrando que “quando só havia uma televisão em Portugal, a seguir à telenovela, o programa mais visto era a Grande Reportagem, que Miguel Sousa Tavares fazia juntamente com José Manuel Barata-Feyo.
Sobre o canal sociedade afirma que “ninguém sabe ao certo o que será e é possível que seja apenas um saco de gatos.
Em conclusão, Miguel Sousa Tavares afirma que o primeiro-ministro, Durão Barroso, “não tem uma ideia (…), nunca será um bom primeiro-ministro.

quarta-feira, novembro 12, 2003

Hoje estou sorridente!

quinta-feira, novembro 06, 2003

(trabalho de Imprensa)

"O mais provável é que não volte a ver outro Watergate na minha vida"



Bob Woodward recebeu, em 1973, o prémio Pulitzer por ter tornado público o escândalo de Watergate. Em consequência da decoberta da espionagem que Nixon fez ao quartel-general da oposição democrática (o edifí­cio com o nome pelo qual ficou conhecido este caso: Watergate), o presidente norte-americano demitiu-se. Este jornalista norte-americano, que tem formação em Direito, continua a trabalhar no jornal que lhe deu a fama global, o The Washington Post apesar de casado com uma redactora do The New Yorker. Os livros que escreve são um sucesso de vendas. Estivemos à  conversa com Bob Woodward, que afirma que "o bom jornalismo, sobretudo o jornalismo de investigação que descobre o que alguns não querem que seja descoberto, continua a ser necessário e continua a ser praticado", embora considere que se podia fazer mais jornalismo de investigação.

Afirmando que o instrumento do jornalismo de investigação é "paciência, paciência, paciência", Bob Woodward considera que:
-O jornalismo deve ser medido pela qualidade da informação que oferece, não pelo dramatismo ou pela pirotecnia com que o tempera. Mas não vou juntar-me ao coro de lamentações. Continua a haver muito bom jornalismo. E o público, que é inteligente, sabe distinguir o bom do menos bom.
Em relação aos escândalos polí­ticos, Woodward considera que "os Presidentes irritam-se, ficam loucos, gritam e barafustam", quando "o escândalo é algo que, como um furacão, uma guerra ou uma crise económica, deve e pode ser gerido", bastando "elaborarem uma estratégia para o enfrentar". Considera que o principal erro de Nixon foi:
-Entrincheirar-se no desmentido e numa operação maciça de encobrimento. Teria podido salvar-se se, a meio do escândalo, tivesse reconhecido a culpa e pedido perdão. O povo norte-americano tem uma grande capacidade para perdoar, mas exige uma confissão dos pecados.Sobre o caso Watergate, Woodward adianta que:
-O nosso (referindo-se também a Carl Bernstein) papel em Watergate foi mitificado até ní­veis absurdos. Nós não derrubámos Nixon. As nossas histórias fizeram parte de uma longa e complexa cadeia de acontecimentos que durou anos. Por isso digo que o mais provável é que não volte a ver outro Watergate na minha vida.Bob Woodward considera Bill Clinton "uma mistura muito particular de debilidades e pontos fortes".
O seu último livro, Maestro, é sobre Alan Greenspan, o presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos. Questionado por que motivo está tão interessado pela figura de Greenspan, Bob Woodward afirma que:
- Adoptei o ponto de vista do jornalista e perguntei a mim próprio: que aconteceu de mais imporante nos Estados Unidos nos últimos dez anos? Claro que foi a expansão económica. Então comecei a olhar para isso e disse: OK, por que tivemos uma expansão económica? E verifiquei que os caminhos mais importantes conduziam a Greenspan, que ele não só regula as taxas de juro da Reserva Federal, como actua nos bastidores, como actor principal, nas crises internacionais(...). Com muita frequência, Greenspan tem uma estratégia, faz um pacto, é o principal jogador e o principal pensador nos grandes temas económicos norte-americanos e internacionais.Bob Woodward conclui afirmando que "o cinismo é fatal neste ofí­cio [jornalismo], mas uma dose de cepticismo não só é saudável, como nos vem inevitavelmente com o tempo".

quarta-feira, novembro 05, 2003

Só me apetece beijar-te, sabes?! Amo-te tanto! Sou doido por ti! Nem tenho palavras!

terça-feira, novembro 04, 2003

Hoje escrevo estas curtas linhas com um estado de espírito que não consigo classificar! Não estou zangado, não estou magoado, não estou nada! E ao mesmo tempo estou tudo! Sinto-me a desfazer por dentro, a morrer, sem esperança de que este estado sofra uma reviravolta! Bastava um simples gesto para voltar a acreditar num futuro... Espero apenas um simples gesto, uma simples chamada! Será pedir muito? É pedir muito, meu amor?!

quinta-feira, outubro 30, 2003

(trabalho de Imprensa)

"Precisamos de uma liderança mais dinâmica
para enfrentar os problemas económicos mais sérios"



Peter Sutherland avalia o processo de reformas na Europa e conclui que cabe a esta a liderança na Economia mundial

Em entrevista ao Jornal de Negócios, o ex director-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) e ex-comissário europeu afirma que "o processo de reformas na Europa tem sido demasiado lento". Dirigente da OMC numa das suas mais bem sucedidas fases, Peter Sutherland esteve no Porto, no encontro da ComissãoTrilateral.
Sutherland considera que as relações entre ao EUA e a Europa "já não são o que eram", pois "os choques resultantes das diferentes perspectivas sobre o Iraque foram profundos". O ex- director-geral da OMC afirma, porém, que os interesses económicos "são completamente interdependentes", que "os valores e interesses são basicamente os mesmos". Sutherland adianta que "aquilo a que assistimos foi um falhanço da diplomacia, em chegar a um entendimento comum e conseguir trabalhar em conjunto", sendo que "os dois lados têm de prestar mais atenção um ao outro e ninguém deve entrar no debate pensando que tem a razão toda", pois "o unilateralismo não é uma opção"
Peter Sutherland adianta que "o processo de reformas tem sido demasiado lento e que é preciso "acelerar e isso exige liderança política"pois este é "um elemento importante na situação a que chegamos"adiantando que "precisamos de uma liderança mais dinâmica para enfrentar os problemas económicos mais sérios e desenvolver uma estratégia de crescimento que não dependa de gastar dinheiro, porque não temos dinheiro para gastar". Sutherland não hesita em afirmar que os paí­ses "devem obedecer ao Pacto de Estabilidade". Porém não considera este um assunto-chave, mas sim "uma fuga, assim como é uma fuga atacar o Banco Central Europeu".
Em conclusão, Sutherland afirma que "a Europa tem de continuar a acreditar no multilateralismo, a ní­vel global, não em acordos regionais e tem de liderar este processo, porque os EUA não estão em condições de o fazer".

quarta-feira, outubro 29, 2003

Contagem decrescente para o Rock in Rio



A gala de lançamento do festival será no dia 29 de Outubro, no Coliseu dos Recreios. Começa no no dia 29 de Maio (uma semana antes do Euro 2004), o Rock in Rio Lisboa irá animar a capital portuguesa até ao dia 6 de Junho. o local escolhido foi o Parque da Bela Vista, com uma área de 200 mil metros quadrados, que deverá receber cerca de 500 mil pessoas, 70 atracções (nacionais e internacionais), num total de 120 horas de espetáculo.
Com estrutura semelhante à última edição, o Rock in Rio Lisboa contará com um Palco Mundo, Tendas Raízes, Tenda Mundo Melhor e Tenda Electro.
No dia de abertura serão feitos três minutos de silêncio em nome da Paz e de um mundo melhor. No Brasil, o festival ajudou 3 mil jovens a acabar os seus estudos. Desta vez, o projecto de Roberto Medina irá contribuir para o trabalho da Childreach, uma organização internacional que ajuda crinaças em todo o mundo.
Quantas mais pessoas forem ao festival, melhor será o resultado deste projecto.
(trabalho de Online)

Lamb em concerto exclusivo para a RFM




Os britânicos Lamb realizam hoje às 17h30 um concerto no auditório da rádio RFM. O lançamento do novo álbum Between Darkness and Wonder está previsto para o próximo dia 3 de Novembro. O duo de Manchester tem uma actuação marcada para o dia 19 de Dezembro, no Pavilhão Atlântico.

O acesso ao auditório está reservado aos ouvintes da RFM, mas o concerto será gravado para posterior transmissão. A rádio está a oferecer na sua emissão bilhetes para o showcase da banda.

O novo álbum dos Lamb, Between Darkness and Wonder será lançado no dia 3 de Novembro. Este é já o quarto álbum do duo de Manchester, com a sua discografia a incluir ainda Lamb (1996), Fear of Fours (1999) e What Sound (2001).


O concerto no dia 19 de Dezembro, no Pavilhão Atlântico, marca o fim da digressão promocional do seu novo álbum. É o país que mais acarinha Louise Rhodes e Andy Barlow que vê, assim, fechar uma tour que passa ainda por Fribourg e Zurique (Suiça), dia 7 e 8 de Dezembro, respectivamente; Bruxelas (Bélgica), dia 9; Tilburg, dia 11 e Amsterdão (Holanda), dias 12 e 13; Paris, dia 15; Barcelona e Madrid, dias 17 e 18, respectivamente.

Os bilhetes para o concerto de Lisboa encontram-se já à venda no Multibanco, na Ticketline (Reservas: 22003 6300), na Abep, Alvalade e Fnac, bem como no próprio Atlântico.
Os preços variam entre os 22 e os 28 Euros:
Plateia em pé: 25€;
Balcão nível 1: 28€;
Balcão nível 2: 22€.
A abertura das portas será às 19 horas e o início do espetáculo está previsto para as 20h30.


Recorde-se que esta banda já passou por vários palcos nacionais: os Coliseus de Lisboa e Porto, a Aula Magna, o Teatro Sá da Bandeira, o Festival do Sudoeste e de Vilar de Mouros. Os Lamb dão, agora, um concerto no recinto fechado com maior capacidade em Portugal.

Originária de Manchester, os Lamb são constituídos por Louise Rhodes e Andy Barlow. O duo é cúmplice de uma sonoridade única entre a música electrónica, o que levou esta banda a um sucesso sólido e constante. A formação da banda remonta a 1994, com a banda a conseguir logo de seguida um contrato com a editora Fontana.
O primeiro single, Cotton Wool, revelou desde logo a abordagem surpreendente e inovadora da banda ao drum ‘n bass, complementada pela voz única de Rhodes. O primeiro álbum (Lamb) remonta a 1996, tendo sido recebido entusiasticamente. A explanação feita entre ritmos inspirados no tecno, acompanhados por sons de categorias tão distintas como o jazz ou o jungle caracteriazm em definitivo o trabalho deste duo. Os Lamb partilharam, então, os palcos com os Galliano.
Três anos depois, os Lamb lançaram o seu segundo conjunto de originais (Fear of Fours). A excepção da prudução de Barlow em conjunto com a superior prestação vocal de Louise Rhodes, afimou este duo, em definitivo, como um dos mais importantes no panorama das novas tendências.
Em 2001, os Lamb regressou à actividade com um novo trabalho (What Sound), que manteve a essência da sua música: a simplicidade.

terça-feira, outubro 28, 2003

Olá!


Esta semana este espaço de tertúlia e cavaqueira sofreu algumas alterações visuais! Na próxima sexta-feira comemora-se o Halloween e eu não podia ficar indiferente a este dia! O Ang3lboy_18 resolveu fazer um make-up e ficou com este aspecto! Não sei se gostaram ou não... Façam chegar-me os vossos comentários e sugestões! Formas de o fazer não faltam! Usem o chat, o e-mail ou o fórum!
Este é um espaço para ser usado pelo maior número de pessoas possível! Até agora este blog tem servido apenas como depósito dos diferentes trabalhos do curso, mas não foi para isso que ele foi criado! (ainda nem eu sei para que existe! )
Comuniquem! Afinal, não estamos num curso de Comunicação?


segunda-feira, outubro 27, 2003

(o verdadeiro trabalho de Rádio)

Cenário Sonoro



O silêncio entre aquelas quatro paredes, brancas e sem vida, estavam a criar em mim um caos mental. Qual turbilhão de mihares de sons diferentes, o silêncio transforma-se num enorme desassosego com o seu ruído. Para mim, o silêncio não significa a ausência de todo e qualquer som; a ausência de som é algo inexistente, vivemos rodeados de sons e a sua presença é-nos fundamental.
Abro uma gaveta de madeira, que range com o meu puxão. Procuro entre os CD's algo que quebre o ensurdecedor silêncio que me está a enlouquecer. O ritmo das caixas de plástico a baterem umas nas outras à medida que folheio a massa que elas constituem faz-me esboçar um sorriso. Nada encontro que me consiga alterar o humor. Bato a gaveta, furioso. O eco da gaveta a embater no móvel envolve toda a casa e todo o meu corpo.
Resolvo descer à rua. Fecho a porta, suavemente; o barulho metálico assegura-me que fui bem sucedido. Chamo o elevador. Oiço o motor a puxá-lo, ruidosamente. Um ou dois minutos depois, encontro-me na rua, olhando aquela imensa lua que cobre a cidade com um véu acizentado...
O vento atravessa a minha roupa, produzindo leves murmúrios sibilantes... Um carro passa por mim a alta velocidade. O ruído do motor continua a preencher o vazio da rua, mesmo alguns segundos após a sua passagem. Ao atravessar a rua, um carro buzina. Abrem o vidro e gritam qualquer coisa impercetível apesar do silêncio que amordaça a noite. Dou um pontapé numa lata, que percorre uns metros de calçada à medida que produz dezenas de sons metálicos. De novo o silêncio. Num beco escuro um gato mia desesperadamente. Como se estivesse num canil, sou cercado por latidos de cães furiosos. Um deles, talvez mais triste com a sua situação ou tecendo elogios à beleza do luar, solta um uivo que ecoa por entre a cidade adormecida.
Uma rajada de vento mais forte levanta algumas folhas de jornal, que dançam a alguns metros acima do solo, como se estivessem num ritual mágico.
Os pequenos sons e ruídos preenchem-me. Cansado, sento-me num velho banco de jardim. Por baixo de mim, oiço a madeira a ceder. As folhas das árvores agitam-se, produzindo uma agradável e harmoniosa melodia.

A paz interior, finalmente, reina em mim...

sexta-feira, outubro 24, 2003

(trabalho de Imprensa)

Uma infância de sofrimento



Maria, nome pelo qual irá ser tratada ao longo desta entrevista, é uma criança de 8 anos. Com apenas 5 anos foi sexualmente abusada por um vizinho, de 53 anos. Maria é uma criança aparentemente normal, mas no seu interior uma enorme ferida esconde-se. O homem que lhe retirou a possibilidade de viver uma infância em que, tal como as outras crianças, pudesse brincar e ser feliz encontra-se preso há dois anos; resta-lhe cumprir mais 5 anos. Uma pena que os pais consideram demasiadamente leve para tamanho crime. Maria é apenas um caso, um exemplo de algo que acontece frequentemente em Portugal. Talvez mais do que aquilo que imaginamos.


Maria, ainda te lembras do que te aconteceu... Há algum tempo atrás? Foram maus para ti, não foram? Como é que aconteceu, lembras-te?

Sim. Quando eu era mais pequenina... Havia um senhor amigo dos meus pais que costumava levar-me para casa dele. (pausa) Dava-me guloseimas e eu brincava com a neta dele, que também era pequenina... Mas um dia ele foi mau para mim e fez-me mal. Disse que me fazia mal se eu contasse a alguém o que tinha acontecido...

E contaste a alguém? Ou tinhas medo?

Tive medo que ele voltasse a fazer-me mal e não contei nada. Mas um dia, nas escola, contei a uma amiga... Ela foi contar à mãe o que tinha acontecido. A minha mãe soube e contou ao meu pai, que foi contar aos polícias...

E o que é que os polícias fizeram, sabes?

Levaram o senhor ((...) para a prisão. Os meus pais disseram-me que ele devia morrer. Acham que ele não foi castigado pelo que me fez...

E tu, Maria, também achas que ele devia ser mais castigado? Ou já o perdoaste por te ter feito mal?

Eu já o perdoei um bocado. Já esqueci o que ele me fez, só às vezes é que me lembro... (pausa) Tenho medo do escuro e, às vezes, tenho sonhos maus com ele... (pausa) Tenho medo de que ele me faça mal por ter contado o que ele me fez... (começa a chorar) Mas espero que o Jesus o desculpe. Na igreja apredi que Jesus pode perdoar as pessoas que se arrependem do mal que fizeram às outras pessoas. (pausa) Espero que ele tenha sido perdoado.

Maria, és boa aluna na escola? Gostas de brincar com os outros meninos?

A professora diz que sim. Gosto muito de andar na escola... Lá aprendo muitas coisas e posso brincar com os outros meninos... Os meus pais têm de ir trabalhar e quando chegam a casa não podem brincar comigo... Gosto muito de andar na escola! (sorri)

Maria, o que queres ser quando fores grande?

Quero ser professora! Para ensinar os outros meninos... E vou ser muito boa professora... Como a minha, que gosta muito de mim! Quero poder ajudar os outros meninos... (pausa) Ou então quero tratar dos animais! Não gosto que eles fiquem doentinhos...

E qual das duas coisas queres mais?

As duas! (sorri) Não acha que posso ser?

(trabalho de Imprensa)

Carlos Silvino preocupado e sem esperança




Carlos Silvino mostrou-se preocupado com a exposição que a sua vida está a ter. Revela que os últimos tempos não têm sido fáceis e olha a sua reintegração na sociedade como olha para uma utopia. Em primeira pessoa, Carlos Silvino falou com o nosso jornal.

Praticamente todo o país fala do caso Casa Pia, muitas têm sido as considerações e as avaliações feitas acerca da sua pessoa. Como vê tudo isto?

Francamente, a minha vida não tem sido muito fácil. Aqui na prisão as coisas não são propriamente um “mar de rosas”... Tenho passado os meus dias a pensar naquilo que as pessoas podem pensar de mim. Sei que a forma como as pessoas me vêm assemelha-se a repugnância. Custa-me que as pessoas não me conhecem e falem certas coisas tão negativas...

Vejo que se mostra bastante preocupado com a sua reputação social. Como vê a sua reintegração na sociedade se não for condenado à pena de prisão?

De facto, estou mesmo preocupado! Eu não cometi qualquer crime... Até ser condenado culpado pelo Juiz, sou inocente, não é? A praça pública fez-me o julgamento e declarou-me culpado logo à partida! Fui julgado na rua, nos cafés... nos meios de comunicação social durante semanas a fio. E ainda hoje isto continua... É-me difícil pensar rm reintegração nestas condições, não acha? Como inocente que sou, desejava o óbvio: ser declarado inocente. Mas basta-me reflectir um pouco, pensar que teria de encarar as pessoas que me chamam abusador de criancinhas... Acho que qualquer pessoa ficaria neste estado.

O que gostava de poder dizer a todas essas pessoas?

Que parem de me julgar! Só peço uma hipótese de, caso seja declarado inocente, possa viver tranquilamente... Nada mais! Quero ter uma vida tranquila e em liberdade. Se for considerado culpado e o Juiz me condenar, aí sim, aí as pessoas poderão me considerar culpado e tudo isso! Até lá...
(ia sendo um trabalho de Rádio...)

Cenário Sonoro



Os pássaros cantavam em demonstração da sua alegria. O rio corria lá em baixo por entre as árvores que ondulavam ao vento, produzindo uma espécie de múrmurio... Oiço fascinado o canto das águas, suave, que me convida a espreitar o seu fundo. Desco a colina, ouvindo o restolhar das folhas que vou pisando ao longo do caminho. À medida que me aproximo do pequeno riacho, o seu múrmurio vai-se tornando cada vez mais convidativo, parece estar a dar-me os bons dias. Olho fascinado para o céu, onde o sol se vai pondo, cobrindo o céu de um vivo tom de cor-de-laranja.
As árvores, que iam perdendo a sua folhagem, ondulavam ao sabor do vento. Uma rã coaxava, como forma de mostrar a sua presença. Lanço uma pedra ao riacho, que salta várias vezes na superfície, antes de se misturar com as milhares de pedrinhas que jazem no fundo do pequeno ribeiro. O seu chapinhar recorda-me a minha infância, por ter passado várias horas neste mesmo sítio. Um bando de pássaros levanta vôo das suas árvores, fazendo-me ouvir centenas de asas batendo em simultâneo. Fico a olhar para eles, enquanto voam em círculos sobre a minha cabeça.
Uma voz desperta-me do fascínio.
-É um sítio realmente fantástico, mas não achas que são horas de irmos para casa?
Maquinalmente o meu corpo dirige-se para o carro. Ao entrar, sinto o silêncio. Ao girar da chave, o motor produz um som rouco. Dirigo-me para casa. Oiço os outros carros passar por mim. Ligo o rádio para fugir ao silêncio que só é interrompido pelos carros que se cruzam comigo. Uma música embala-me e leva-me a fechar os olhos, recordando aquele espaço que tantas recordações me traz.

Desde já, posso sugerir-vos duas coisas: a minha fantástica e maravilhosa rádio no Contonete e um outro blog de um colega de turma - bandeiramadeirense

Hoje

nasce um novo local de salutar tertúlia neste mundinho virtual que é a Internet. Não parto para este desafio com muitas ambições, espero apenas que seja um espaço de convívio saudável.
Aqui serei mais do que um aluno do curso de Jornalismo e Ciências de Comunicação da Faculdade de Letras da Universidade do Porto! (nome pomposo este, não?) Muitos alunos deste curso optaram por criar um 'blog' na 'net', como se fosse algo de fundamental. Vários são os usos dados pelos meus colegas: delírio e divertimento pessoal, crítica ou simplesmente para troca de mimos e elogios (já Eça usava tão bem a ironia...)

Ainda não sei muito bem o que será este novo espaço, ou mesmo se será assim tão novo quanto isso... Mas desde já vos digo que são sempre benvindos a esta página! Voltem sempre!